Estabelecendo as Bases da Restauração de Vidas Destruídas

Seguidores de Cristo

Antes de mais nada é preciso que se defina a pessoa a que se pretende restaurar. Obviamente estamos falando de se restaurar algo autêntico, genuíno. Trata-se aqui de alguém que segue ou seguia ao Senhor Jesus. Não se trata de um incrédulo, pois nesse caso seria um processo de evangelismo e conversão.

Tratamos aqui de restauração de filhos de Deus que, num dado momento de sua trajetória caiu em pecado ou pecados.

Embora haja uma escala de experiência e maturidade a ser considerada, que vai de um recém convertido a um líder, pastor ou apóstolo, todo pecado terá que ser encarado como uma ofensa a Deus e uma violação da unidade da Igreja. As consequências do pecado estarão extritamente relacionadas ao tipo de pecado, assim como a abrangência dos mesmos sobre pessoas. Quanto mais feio e escabroso for o tipo de pecado, maior será  a consequência e, quanto mais maturidade espiritual tiver o ofensor, maior será o efeito sobre vidas.

Porém, a despeito do tipo de pecado ou da maturidade do ofensor, a restauração da vida é o alvo final. Em base do que escreveu Paulo aos Gálatas 6.1-2, todos podem ser restaurados. Graças a Deus por essa possibilidade!

Inicialmente não podemos afirmal categoricamente se o ofensor é ou não um verdadeiro filho de Deus, apesar de sua trajetória “cristã”. É preciso tempo para que o mesmo seja provado e seu arrependimento comprovado. Deus sabe todas as coisas, nós não! Entretanto, nunca podemos trabalhar na restauração de uma vida com pré-conceitos do tipo, “com esse não tem jeito”,  “eu não vou perder meu tempo com esse”,  “o pecado desse foi tão grave que não existe como restaurá-lo”. Não! Não podemos trabalhar em bases erradas de sentimentos. O amor por esses é o mesmo amor que “tudo sofre, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba!”

Nunca podemos desistir de trabalhar na restauração de vidas.

É bem verdade que no meio da congregação  haverá “lobos” vestido com peles de ovelhas, falsos apóstolos, profetas e pastores. Não podemos fazer uma “colheita”  indevida, ou seja, colher os “joios” em detrimento do “trigo”. Esse é um trabalho dos Anjos. A nós cabe a missão de cooperadores de Deus na restauração de vidas destruídas pelo engano e pelo pecado.

Um compromisso sério

Somente aqueles que procuram a  restauração de todo coração e com sinceridade é que alcançaram essa benção. Muitos têm essa sinceridade mas estão aprisionados. Algums estão assim desde quando eram crianças. Muitas práticas são difíceis de serem mudadas, porém não impossível. Assim como o pecado é fruto da natureza humana, reforçado com conceitos mundanos e práticas destorcidas, também a restauração é fruto de uma mudança de atitude (espírito), eliminação das mentiras conceituais(mente) e estabelecimentos de novas práticas(corpo).   Esse processo pode levar anos de trabalho dos que se envolvem nessa restauração. Também o processo de reaprendizado da nova vida será lento, doloroso e consumirá tempo até que a pessoa seja considerada restaurada completamente!

Livre do contrôle do pecado

Uma vez que esteja esclarecido a condição do ofensor, ou seja, que se entenda ser ele um filho de Deus que precisa de restauração, ou um incrédulo que necessita nascer de novo, temos então uma de duas ações.

Uma direcionada ao filho de Deus que traz a realidade das palavras de Paulo aos Romanos 6.11-14. “…pois o pecado não terá domínio sobre vós…” Um filho de Deus está morto PARA o pecado. Comclui-se assim que, uma vez filho de Deus, nascido de novo e feito nova criatura, o pecado não é algo que exerce um poder sobrenatural sobre nós de forma que não possamos viver sem ele. Não, o pecado não é algo irresistível. Ele não tem mais “poder” sobre os filhos de Deus. O cair em pecado ou o optar por pecar está intimamente relacionado com a decisão da pessoa. Voluntariamente ela optará por pecar! A restauração começa reafirmando essa verdade e seguindo todo o processo de limpeza e cura da alma.

A outra ação é com base em Efésios 2:1-3. Os homens naturais estão mortos EM pecado. É escravo e tem que obedecer a lei do pecado que habita nele. Sua natureza é uma natureza pecaminosa, estragada, condenada. A esses há que se evangelizar e levá-lo ao novo nascimento que é decorrente de arrependimento, fé e batísmo em Cristo.

Restauradores, verdadeiros “Anjos da Guarda”

A restauração é um processo que necessita obrigatóriamente da ação de pessoas fortes, firmes e comprometidas nesse serviço. Homens experimentados na vida piedosa e com caráter aprovado. Homens de oração e cheios do Espírito Santo. Dependentes da graça de Deus, anônimos, simples e sinceros. Além disso, que sejam treinados nesse ministério.

Um resultado que glorificará a Deus

O processo de restauração é lento, intenso, exige esforço e dedicação de muitos. Porém o resultado final glorificará a Deus.  Também fará com que os anos de pecado e obscuridade sejam esquecidos em base da maravilhosa vida em santidade e na luz, mesmo que sejam por poucos dias. Como diz aquela canção de Asaph Borba, “vale muito mais um dia Contigo habitar, do que mil anos sem Tua graça em qualquer lugar”.

O serviço de restauração não é focalizar os pecados do passado, mas sim em guiar o irmão caído numa renovação da sua vida e de seus relacionamentos.

One response

18 12 2009
ARIOVALDO CARDOSO DE OLIVEIRA

Excelente o se comentário sobre restauração. Todavia, se me permite a observação, não entendi o que você quis dizer no penúltimo parágrafo
com a expressão “mesmo que sejam por poucos dias”. A pessoa restaurada
vai permanecer poucos dias na bênção ou vai morrer em breve?

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