Reconstruíndo Sobre Ruínas

A vida destruída de um homem pode ser comparada a uma cidade destruída. Depois de uma catástrofe natural, como um terremoto, enchente, furacão, tornado ou mesmo a guerra, pode-se notar a devastação. Perdas incalculáveis, famílias completamente arruinadas, tristeza, sofrimento, medo e morte. As imagens de uma tragédia ficam registradas para sempre na mente daqueles que sobrevivem. Nessas tragédias ficam enterrados anos de luta, trabalho, suor e lágrimas. Os sonhos morrem. As esperanças acabam.

Como é triste olhar e ver o que sobrou de uma cidade edificada durante centenas de anos. Construída através do esforço de milhares de sonhadores e de mãos habilidosas que moldaram suas formas. Tal como descreveu o profeta Jeremias a respeito de Jerusalém quando foi destruída pelo exército da Babilônia. Assim descreve o profeta:

“Como está deserta a cidade, antes tão cheia de gente! Como se parece com uma viúva, a que antes era grandiosa entre as nações! A que era a princesa das províncias agora tornou-se uma escrava. Chora amargamente à noite, as lágrimas rolam por seu rosto. De todos os seus amantes nenhum a consola. Todos os seus amigos a traíram; tornaram-se seus inimigos…” – Lm 1.1-2.

Assim pode ser comparada a vida de um homem destruído pelo pecado. Nenhuma conseqüência causada pela tragédia natural, guerra ou catástrofe pode se igualar às conseqüências do pecado na vida humana. Os efeitos causados pelo pecado são contínuos, permanentes e irremediáveis. Desde a queda do primeiro homem, Adão, até o último dos humanos que acaba de nascer neste exato momento em qualquer parte do planeta, o efeito do pecado é real. Ninguém, absolutamente ninguém está livre das conseqüências do pecado. Como diz o apostolo Paulo:

“assim como por um só homem entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte, assim a morte passou a todos os homens porquanto todos pecaram à semelhança de Adão”.

Não existe nada mais catastrófico para a vida do que a morte. Morte significa o fim de tudo. Quando se morre, diz-se que, acabaram-se as esperanças. A luta pela sobrevivência é uma tentativa de adiar o que é inevitável, a morte! Todos, absolutamente todos, vão morrer um dia. Todos os seres vivos, homens, animais e plantas. Todos vão encarar a morte.

Se por um lado temos que conviver com a realidade dos efeitos do pecado, por outro lado podemos nos agarrar à única maneira possível para superar esses efeitos, o plano eterno do Criador para reconstruir o que fora destruído. Ele, o Criador, que projetou a vida humana para ser eterna, vida que agora está limitada a uns poucos anos de existência por causa do pecado, também projetou a restauração do homem reconstruindo-o sobre as próprias ruínas.

A história da humanidade é a somatória da história vida de cada ser humano. Cada um tem a sua própria história que começa da mesma forma e termina da mesma maneira. Todos nascem pelo mesmo processo, e morrem de igual modo. A vida de cada um, no curto período de existência aqui na terra é quem tricota os “nós” dessa grande “rede” chamada humanidade.

A reconstrução da humanidade se dá através da reconstrução de cada ser humano em particular. Essa reconstrução tem, por incrível que pareça, começou logo após a queda e resta muito pouco pra ser concluída. Na medida em que homens e mulheres vão sendo restaurados, a nova humanidade vai crescendo e sendo formada. Assim como a humanidade destruída vai se degenerando, a nova vai se fortalecendo e ganhando a eternidade. A reconstrução de uma vida começa exatamente na morte. O mais lindo dos paradoxos é uma demonstração do poder sobrenatural do Criador em estabelecer que a vida nasce da morte. Quando tudo parecia acabado e sem esperança, a vida ressurge mais forte e agora completamente imune à própria morte. Nasce portanto a vida eterna!

One response

14 03 2009
Apresentando « O Novo Peregrino

[…] Reconstruindo Sobre Ruínas […]

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